Calor dos oceanos aumenta risco de seca e danos aos corais em Alagoas
Pesquisadores da Ufal alertam que o aquecimento das águas pode reduzir as chuvas, pressionar a agricultura e agravar o branqueamento dos recifes.
O aumento do calor armazenado nos oceanos pode intensificar secas e eventos climáticos extremos em Alagoas. O oceanógrafo Robson Santos, professor da Universidade Federal de Alagoas, afirma que a energia acumulada nas águas interfere nas condições que favorecem desde a redução das chuvas até alterações no Atlântico.
O pesquisador também aponta risco de um novo episódio de branqueamento e mortalidade de corais no litoral alagoano, já fragilizado por eventos recentes. Estudos técnicos citados pela Semarh indicam que cada elevação de 1°C no Pacífico Equatorial pode reduzir em aproximadamente 7% o volume de precipitação no estado.
No Agreste e no Sertão, a irregularidade das chuvas afeta o calendário de plantio e a produtividade. Em Maceió, o calor também modifica a rotina de trabalhadores ao ar livre e exige medidas públicas de prevenção contra desidratação e hipertermia.







